domingo, 25 de abril de 2010

Tutti sin limitti?

Beeeeene amiiiiiggi!!! O que poderia eu dizer sobre o último post de Conejetti?? Hoje, na verdade, eu tinha reservado meu tempo aqui para comentar sobre o conto de Rolétson e as ridículas situações que todos (ou nem todos) se submetem quando estão bêbados, ou até mesmo sóbrios, nas festas e badalações noturnas. A necessidade de impressionar, de se mostrar superior, melhor do que aqueles ao seu redor, como se todos nós estivéssemos expostos em uma grande vitrine e tivéssemos que ser escolhidos pela garota "x" ou "y", parece ser o maior propósito de todos aqueles que saem de casa para a noite.

No entanto, vou guardar isto para depois. Primeiramente gostaria de discorrer um pouco mais sobre o assunto levantado pelo meu estimadíssimo parceiro de blog. Afinal, o que se passa na cabeça de alguém que danifica a propriedade alheia e simplesmente fecha os olhos (se é que eles um dia já foram abertos...) e vai embora?? Realmente, acho, na minha humilde opinião, que é um ato que vai muito além de condição financeira (é óbvio que isto causaria um certo "preju" para o autor da obra-prima em questão- a destruição do retrovisor do carro de Conejetti), mas envolve princípios como responsabilide e bom-senso (já falamos sobre isto antes).


Bom-senso?? Sim! como não achar que a questão "assumir e gastar o meu, ou sair de fininho e cada um que cuide do seu?" algo intimamente ligado ao senso de justiça do protagonista de tal ato? Claramente, por mais que o dono do veículo avariado não esteja no local na hora em que o acidente aconteceu, deixar um cartão no pára-brisas do veículo, ou conversar com o porteiro de algum prédio próximo para descobrir de onde era o dono e tentar deixar um contato seria o mínimo que deveria ser feito.


Faríamos isto se fossemos nós? Eu me garanto quanto à tal posição! Inclusive porque já estive do lado avariado por algumas vezes; batida na traseira (esta me pagaram, mas juro que ainda assim tive vontade de esganar o idiota que tinha batido, principalmente devido à situação do ocorrido, mas isto não vem ao caso agora), raladas no pára-choques...é incrível como, a não ser que o carro do filho-da-p#$% fique enroscado no seu, inevitavelmente o prejuízo é assumido pela parte prejudicada.


Minha opinião sobre o assunto é a mesma sobre qualquer outra questão na qual somos seres impotentes de qualquer ação preventiva ou remediadora: temos que fazer a nossa parte quando nos encontrarmos em situações tal, para darmos o exemplo e fazer com que aqueles que um dia receberam o tratamento que temos como ideal, também o adotem e o espalhem. Pequenas ações que podem mudar o mundo, somos nós temos que fazer, e não esperar que façam por nós.


Inclusive, não devemos nos reservar apenas à situações de dano físico à propriedade, mas também daqueles referentes à moral daqueles ao nosso redor. Se temos algo a falar de alguém, sejamos diretos, seja o assunto bom ou ruim. Feedbacks negativos são muito mais proveitosos do que aqueles positivos, inclusive, pois nos fazem melhorar nos pontos em que somos mais fracos. Considerando o aprendizado da vida como algo constante, temos que sempre estar de portas abertas para receber críticas quanto a nossos comportamentos e ações, pois só assim evoluímos como indivíduos.


Contti di Rolétson


Como diria minha avó, "mudando de pato para ganso" (sem qualquer referência futebolística, por favor), por mais que "Cachorrolétson: de dógui" tenha parecido um conto totalmente avulso e sem sentido (o que no fundo não deixa de ser mesmo), o que eu queria ilustrar eram as situações de "porta-de-festa" que vivenciamos e assistimos. Sob o olhar de um vendedor de cachorros-quente, Rolétson pôde contar diversas delas, tais como: idiotices bêbadas diversas, além dos intermináveis papos dos "conquistadores de plantão".


A parte da bebedeira creio ser inevitável assistir ou presenciar. Afinal, de todas as pessoas que conheço não consigo relacionar 5% que vão a festas e não colocam uma gota de álcool na boca. Nenhum deles é alcoólatra (até onde eu me recordo), mas ainda assim, todos gostam de ficar um pouco mais "sem limites" em situações de descontração. Seria por isto o real motivo de bebermos? Nos sentimos mais à vontade e fazemos aquilo que não temos coragem? Ou simplesmente fugimos de nossos "eus" verdadeiros? Não consigo enxergar uma linha dividindo os dois propósitos, pois ambos parecem se misturar em certo ponto, porém, o que é claro como a derme de um ornitorrinco albino, é que esta pequena "fuga" da realidade apetece grande parte da sociedade.


E o que acabam fazendo nesses momentos? Mer#$%, obviamente! Como citado no conto, bêbados se jogam na lama, roubam carrinhos de cachorro-quente, falam mentiras e inventam histórias (NOTA: apesar de inventar histórias aqui para o Mangiare! eu estou sempre 100% sóbrio quando estou escrevendo). Tudo isto por um causo a mais para contar, uma aventura para adicionar àquele arquivo que um dia vai ser contado para os netos, ou simplesmente mais uma situação idiota para ser contada para nós mesmos (caso não consigamos nos lembrar do que exatamente aconteceu).


Não vejo nada de errado quanto à estes momentos de "curtição excessiva", desde que os mesmos não invadam os limites daqueles ao nosso redor. Roubar um carrinho de cachorro-quente? Uma alternativa um tanto quanto invasiva, até porque ele geralmente terá um dono. Inventar histórias para conseguir mais "diversão" na noite? Talvez invada o nosso próprio limite, já que podemos nos fazer de ridículo frente àqueles nos ouvindo, ou, em outras situações, podemos acabar iludindo alguém com tais mentiras, e a desilusão geralmente é uma sensação um tanto quanto dolorosa.


No final das contas, talvez o conto número 1 do Mangiare! acabe tendo alguma interface com o assunto levantado por Conejetti: bêbados ou não, nossas ações tem de ser feitas dentro de nossos limites, sem que o daqueles ao nosso redor seja ultrapassado. Bater em um veículo estacionado é, claramente entrar dentro dos limites de alguém, assim como desiludir alguém que um dia conhecemos, ou roubar a propriedade de um terceiro.


Se realmente vislumbramos um mundo melhor para vivermos, não basta toda aquele papo da felicidade ou do bom-senso, mas de respeitarmos nossos limites e os daqueles que convivem com a gente. Obviamente não podemos "catequizar" o mundo em relação a isto, mas de ao menos ensinar aqueles que podemos quanto a estes conceitos. No final das contas, não se trata de "que mundo vamos deixar para nossos filhos", mas sim de "que filhos vamos deixar para o mundo".


Por favor não saiam fazendo filhos para passar isto para frente, mas o conceito é válido para o momento em que isto acontecer. Se acha isto pouco, tente convencer aqueles mais próximos com ações que considera corretas, obviamente, mantendo o bom-senso acima de tudo.


Buona gentti, aggori mi voi porque ja escrevitti molto. Una buona semanni para tutti!!


Abracileeee

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