quinta-feira, 29 de abril de 2010

Realli vs. Virtualli

Conejeeetti, ma che bella propaganddi d'il internetto! (pelo amor, nessa eu me superei). Cara, e o que impressiona nesse papo todo de internet é que, segundo o que a minha singela memória se lembra, há uns quinze anos atrás ela ainda estava engatinhando. Quem é que não passou por discussões intermináveis com os pais, irmãos ou qualquer outro que compartilhasse do mesmo espaço comum sobre horários de utilização da world wide web, para que o telefone não ficasse ocupado. Coincidentemente, nesta época o celular também não era algo tão difundido, e a telefonia fixa ainda era o principal meio de contato pessoal existente.

Contrastando toda essa "velharia moderna" (também não podemos chamar algo de 15 anos atrás de velho, até porque eu sou bem novo ainda e já acumulo alguns anos a mais de vida) com o que temos hoje, é notável que a evolução é gigantesca. Não só temos internet que não atrapalha mais a utilização do telefone fixo, como também nem precisamos mais de nenhum deles. Os smartphones ampliaram infinitamente as possibilidades de comunicação. Podemos fazer tudo através deles, desde pesquisar sobre alguma dúvida no google, até conversar com um amigo do outro lado do mundo através do msn.

Como, então, não aproveitar de tamanhas facilidades? Como reclamar de todo este "encurtamento" de distâncas, possibilitado pela tecnologia? Realmente, o ponto aqui não é criticar a evolução dos meios de comunicação, até porque sou um grande apreciador dos mesmos. Não fosse, que estaria eu fazendo escrevendo aqui no Mangiare!? Ou conversando com diversas pessoas ao mesmo tempo pelo computador? Nem de longe posso reclamar (até porque, como já deixei bem explícito, não sou nem um pouco fã de reclamações), mas, ainda assim, acredito que existem algumas "falsas facilidades" que não nos agregam nada e apenas nos fazem perder tempo.

"Falsas facilidades"?? Mas que caral#$% é isso, tá louco Santtini? Não! Apenas enxergo como perda de tempo nos dedicarmos a "segundas vidas", falsos perfis e até mesmo jogos que nos coloquem sob uma realidade inatingível. Antes que eu seja linchado pelos eternos admiradores da "realidade virtual", peço para que leiam a frase acima novamente e enxerguem a palavra dedicarmos. Fazermos destas atividades passatempos pode ser saudável, para abstrairmos nossas preocupações do dia-a-dia e curtirmos algo fora de nossas realidades, porém, é importantíssimo sabermos quando isto passa a se tornar mais importante do que nossa vida real.
Certa vez li uma reportagem que falava sobre um casal que se falava mais através do Second Life do que frente à frente. Detalhe: eles moravam juntos. Quantas vezes não nos pegamos viciados em um jogo de computador ou videogame que nos faz perder horas de nossas preciosas vidas? Tudo em prol de uma conquista fictícia, que não nos agregará nada de útil, que não alguns problemas de postura, vista e talvez uma LER.

Mas os jogos sempre existiram, então, como encaixá-los nesta definição de "falsa facilidade"? Simples! Os jogos antigos nos colocavam em mundos totalmente diferentes, em que éramos encanadores em um mundo cheio de tartarugas, ou um porco-espinho que se aventurava em um mundo cheio de moedas e um robô maluco chamado Nik, ao passo que hoje, somos jogadores de futebol profissional, atiradores de elite, pilotos de corrida...as possibilidades são infinitas e enxergamos aí uma maneira de sanaramos nossas frustrações reais. Jogamos como se fosse a coisa mais importante do mundo, em que perder ou ganhar significa bom ou mau-humor. Vivemos nossas "segundas vidas" ao computador ininterruptamente, e esquecemos que temos que viver as nossas "primeiras vidas" para podermos pensar em continuar com a realidade virtual.

Talvez por isto Avatar tenha feito tamanho sucesso. Apesar de toda a super-produção envolvendo o filme, é fácil nos enxergarmos como o protagonista, vivendo uma realidade totalmente louca, através de um dispositivo que nos coloca em um segundo corpo.

Resumindo, até porque acho que poderia ficar divagando sobre o assunto por horas, o avanço da tecnologia nos permite a aproximação daqueles mais distantes, uma maior agilidade na comunicação com aqueles mais próximos, mas também nos oferece uma gama infindável de distrações que, se não nos policiarmos, acabamos por levá-las tão a sério a ponto de "vida" e "passatempo" trocarem de lugar.

Enfim, complementando o que meu estimadíssimo sócio de postagens colocou em "Il mondo.com", temos que nos aproveitar ao máximo das facilidades que esta ferramenta fantástica chamada internet nos proporciona, porém é importante ter em mente que ela precisa ser parte de nossas vidas, e não o inverso. Já temos pouquíssimo tempo para conseguir aproveitar tudo o que o mundo real nos proporciona se nos dedicarmos exclusivamente a ele, e dividindo este mesmo tempo com a "virtualidade", acabamos por deixar muitas oportunidades de verdade passarem despercebidas.

Por isto mesmo encerro a viaggio dello giorno aggori. Já escrevi demais e preciso voltar para a minha realidade a fim de não perder nenhuma das tais oportunidades citadas acima.

Buono finalli di semanni para tutti!

Abracileeeee

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