Domingo, dez da noite. Acabei de ligar a TV e ouvir aquela famosa musiquinha do Fantástico, o que me fez lembrar que amanhã começa mais uma semana de trabalho (esta com um break no meio, ainda bem!). Realmente, acho que pior do que a segunda-feira de manhã, dia em que estamos todos baleados devido aos excessos do final-de-semana, o domingo a noite é a hora mais depressiva da semana. Pensamos sempre em coisas pouco agradáveis (acordar cedo, voltar à rotina...), e isto por si só já faz com que o nível de ânimos não seja dos mais altos.
Aliás, antes de continuar com o assunto "depressão dominical", gostaria de abrir um parênteses para evidenciar a presença da nossa segunda seguidora- Ju, aaaa Abdouch (!!), grande amiga (inclusive para se mostrar uma seguidora deste espaço de idiotices, só sendo muito amiga mesmo) e companheira dos momentos bons e ruins. Inclusive, acho que a minha tática do Mangiare! de se mostrar um blog bem visitado tem funcionado; 150 refreshes depois e mais algumas visitas de grandes admiradores de postagens sem pé nem cabeça, já temos o notável número de 190 visitas no blog. Incredibile!
Voltando então para o foco da noite, que desta vez não tem a ver com ócio criativo (mas que foi pensado em momentos como este), começamos amanhã mais uma semana. A volta da rotina é algo que não agrada a maioria dos trabalhadores/estudantes/desocupados (ou admiradores do ócio criativo constante)/aposentados e ocupantes de outras funções na sociedade, inclusive eu mesmo já disse ser um "detestador" da repetição de fatos. Como gostar de saber exatamente o que vou fazer a que horas do dia, por quanto tempo...
Bom, o papo "rotina" já foi postado aqui neste espaço anteriormente, mas garanto que só estou falando sobre isso para chegar na minha "viagem do dia". O que quero dizer, na verdade, é que extrapolando a rotina para um universo de tempo maior, diria alguns anos (para manter o assunto mais próximo de todos nós, até porque não quero falar de eras glaciais, dinossauros, ciclos da vida, dromedários mancos devoradores de lichias selvagens...), começamos a perceber que a vida em si é uma rotina que se repete várias vezes. Como se fosse um filme de apenas alguns anos que tem seu roteiro adaptado constantemente para se encaixar nas diferentes realidades pelas quais passamos ao longo de nossa existência.
Simplificando toda a prolixia do último parágrafo, o que quero dizer é que a vida se repete constantemente, e durante ela vemos um mesmo filme sendo passado diante de nossos olhos diversas vezes. Algumas vezes com menos semelhanças, outras com mais, e em outras o filme é EXATAMENTE o mesmo, inclusive com os mesmos personagens. De novo, seria isto mais uma ironia da vida, ou um teste para ver o quanto aprendemos? Talvez os dois, contudo, o importante é evoluirmos em cada uma das situações e tentarmos mudar o filme em cada vez que ele passa de novo.
Trazendo para exemplos mais reais, já fomos "o cara novo" na escola, depois na faculdade, no trabalho...tivemos nossas festas em cada uma destas fases também, além dos amigos, namoradas, entre todas as outras coisas. Conforme a vida passa, portanto (não que a minha tenha passado tanto assim. Sou bem novo ainda e ainda vou ver meus "filmes" passarem na minha frente diversas vezes), apuramos o nosso senso de previsibilidade e antecipamos ações que em outras oportunidades demoramos demais para tomar ou não tomamos. Como quando ainda ocupávamos as carteiras do ensino fundamental, às vésperas de uma prova importante abandonávamos os estudos para jogar futebol e pegávamos uma recuperação que nos fazia estudar muito mais depois, hoje não enchemos a cara no dia anterior da entrega de um projeto importante (pelo menos não é o normal). Fazemos isto porque já vivemos coisas em menor escala que nos fizeram aprender que temos de ter o mínimo do senso de responsabilidade.
Bom, este foi apenas um de milhões de exemplos que poderíamos dar. Poderia falar também que hoje não enfio Skittles, M&M's ou qualquer outro quitute de pequeno porte no nariz, porque quando pequeno vi esse filme e aprendi que comida é feita pra comer, e não dá pra comer pelo nariz. Ou que tomada é pra colocar qualquer apetrecho elétrico, e não chave de fenda, dedo...
Enfim, sem mais rodeios, aquela histórinha de "escola da vida" que os mais velhos gostam de falar para nós (mais jovens) é muito mais presente no dia-a-dia do que imaginamos. Talvez por isto a vida fique se repetindo tantas vezes- como uma lição bem-aprendida na escola, faculdade, pós-graduação etc., a repetição leva à perfeição, o que, no caso, seria a maestria em lidar com as diversas situações que nos ocorrem. Obviamente, algumas pessoas não possuem o discernimento para se aproveitarem disto e consruírem conhecimento, mas a oportunidade está lá para todos nós.
Por isto mesmo, o papo do "bom senso", comentado aqui alguns dias atrás, faz tanto sentido; vivendo mais e mais coisas diferentes conseguimos ver nossos "filmes" sendo repetidos em mais situações, e conseguimos nos educar e adaptar a cada uma delas. "Vivendo e aprendendo", portanto, pode ser a maior verdade da vida de todos nós. Compartilhar estas experiências e conclusões, a maior contribuição que podemos dar.
De qualquer maneira, "viagem do dia" passada, una buona semanni para tutti!! Neymar, Robinho e cia., pelo amor dos torcedores de todos os outros times do Brasil que não o Santos: fujam pra Europa, parem de azucrinar o futebol brasileiro!! E se possível, quebrem tudo na copa (Neymar tá merecendo ir....campanha "Chama Dunga!"podia ser lançada pra isso...ahaha).
Mas é isto. Ciao cheritti amiggi!
Abracile!
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