Explicações e precauções: Este seguinte texto não enquadra vocês, caros e esclarecidos leitores de Mangiare!, porém serve para pensarmos em como devemos agir com as pessoas nem tão abençoadas por tamanho esclarecimento e auto-conhecimento como nós.
Introduzione dada, Buon pomeriggio cari lettore,
Não querendo criar nenhum conflito religioso, sejamos sinceros. Caso não exista um Deus supremo, criá-lo foi uma das maiores genialidades do ser humano. Ter um Deus, onipresente e onipotente, nos dá ao luxo de deixarmos a pulga atrás da orelha de outrem de que sempre estamos sendo observados e julgados. Isto significa ordem.
Afinal, temos medo da nossa consciência ou do julgamento alheio? Pessoas esclarecidas assim como eu, Santtini e vocês leitores de Mangiare!, têm medo da primeira. Mas e a segunda classe (a grande maioria, diga-se de passagem) que tem medo do julgamento alheio, uma vez que sua consciência nada o diz?
A nossa educação nos permitiu criarmos um caráter no qual a integridade e a honestidade são fatores primordiais (assim o espero, ao menos). Mas e para aqueles cujos quais o desvio de caráter é uma constante? Ou mesmo aqueles cuja formação de valores tomou um rumo distate do dito tolerável?
Para estas pessoas, a própria consciência não basta. Para estas pessoas, uma punição
maior deve ser a poda das suas ações.
Saindo do campo metafísico, isso aplica-se na política, economia e nas nossas atitudes como cidadãos. Ora, um americano dirige mais dentro da lei do que um brasileiro pois aquele tem medo das consequências. Um americano não dirige embriagado pois lá ele sabe que será preso, e que a fiscalização é intensa! Aqui no Brasil, convenhamos, esta não é a nossa realidade.
Resumindo, não podemos esperar que a grande parte da população passe a agir corretamente do dia para a noite. Concordo em investir em educação, mas isso demora. A maneira mais pragmática para sermos um país desenvolvido até 2014 e diante é a fiscalização, é a punição, é a não tolerância com atitudes que quebram o padrão civilizado.
Em outras palavras, é fazer um BBB em todos os estratos e campos. Criar um "Deus" pragmático, que julga e pune nossas ações aqui e agora.
Por isso, sinto dizer, ainda estamos muito atrás do mundo, mesmo sendo o país da "bola da vez". Nos falta muito mais que infraestrutura para cediarmos uma Copa do Mundo ou uma Olimpíadas.
Abraccile,
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